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Maior chuva do ano não colabora para segurança hídrica da RMF.

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NOTICIA_11Maio

|QUADRA CHUVOSA | Fundamental seria chover no Maciço do Baturité, que alimenta os principais rios.


Choveu 134 mm em Fortaleza entre as 7 horas de quarta-feira e as 7 horas de ontem. A maior precipitação do ano na Capital, responsável por 23 ocorrências atendidas pela Defesa Civil, não colabora para a segurança hídrica da Região Metropolitana.
A bacia hidrográfica que abastece os municípios foi inclusive a única que diminuiu um ponto percentual, quando comparados os volumes da quadra chuvosa de 2017 e de 2018 (faltando 21 dias para o fim).
O sistema de abastecimento de Fortaleza e Região Metropolitana é formado por quatro reservatórios: Pacajus, Pacoti, Riachão e Gavião. De acordo com dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o volume atual desse sistema é de 38,23%. No mesmo período de 2017, era de 48,9%. “O sistema iniciou o ano de 2018 com 20,97%”, afirma o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias. Ele ressalta que o Gavião não é abastecido a partir das precipitações porque consiste em um reservatório de transferência.
João Lúcio detalha que os grandes açudes que captam água da chuva e enviam ao sistema metropolitano são o Castanhão (bacia Médio Jaguaribe, com 8,7% de volume) e o Banabuiú (com 6,68% de volume).
“Para ter escoamento para esses reservatórios”, afirma o presidente da Cogerh, “é fundamental chover no Maciço do Baturité, onde nascem os principais rios, como o Pacoti. Então acaba tendo boa recarga no sistema metropolitano”.
No maciço, de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia de Recursos Hídricos (Funceme), o acumulado de 2018 está 19% abaixo da média. Em abril, as precipitações foram boas e o desvio observado foi 31,7% acima da média.
Na bacia Metropolitana, considerando todos os meses deste ano, as chuvas estão 18% abaixo da média. Em abril, choveu mais e o mês então terminou com desvio 13% positivo. Dos 22 açudes da bacia, oito apresentam baixa no volume entre 2017 e 2018. O reservatório Malcozinhado, por exemplo, sofreu queda de 18,57% para 8,09%. Ele abastece Beberibe e Cascavel, que deverão ser alvo de perfuração de poços para aquisição de água subterrânea.
Conforme o meteorologista Raul Fritz, da Funceme, a atuação da Zona de Convergência Intertropical ainda em maio é uma característica de anos mais chuvosos. “Em anos de seca, ela costuma, já no início de maio, se afastar do Ceará”, disse.
A tendência é que o fenômeno continue atuante até perto do fim deste mês. Condições oceânicas favoráveis às chuvas, como temperatura da superfície do mar, aquecimento solar, dinâmica da movimentação das águas e profundidade, tornam-se mais regulares em períodos chuvosos.
No Sertão Central e Inhamuns, uma das regiões cearenses mais carentes de água, após um desvio das chuvas 27,4% positivo em fevereiro e 43,6% negativo em março, abril terminou 2% acima a média.
Fonte: www.opovo.com.br